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Antonio Lucio Vivaldi
1678–1741
Em resumo 1678 Nasce, a 4 de Março, em Veneza 1703 Torna-se sacerdote e começa a sua carreira no Conservatorio della Pietà, primeiro como violinista, depois como professor e maestro 1713 Torna-se maestro dos concertos no Conservatorio. Para além de escrever um grande número de composições, deve preparar 2 novas missas e 2 vésperas em cada ano, pelo menos 2 concertos por mês e peças por encomenda. 1718 Abandona o Conservatorio e instala-se em Mântua. Encontra sucesso como compositor de óperas 1720 Regressa a Veneza e ao Conservatorio por 3 anos, antes de recomeçar a viajar 1725 Publica um conjunto de 12 concertos intitulado “Il Cimento dell’Armonia e dell’Invenzione” do qual faz parte As quatro estações 1735 Para o convencer a renunciar às viagens, o Conservatorio entrega-lhe um estipêndio 1738 Visita Amesterdão, onde dirige o concerto de abertura das celebrações do centenário do Teatro Schouwburg 1740 Demite-se do Conservatorio della Pietà e parte para um destino desconhecido 1741 A 28 de Julho morre em Viena, na solidão e na pobreza 1974 P. Ryom publica o catálogo das composições de Vivaldi, atribuindo a cada obra a sigla RV
Vivaldi, um dos mais prolíficos e inovadores compositores do período barroco, teve uma vida desafogada e intensa, que, no entanto, acabou em pobreza e solidão.
Apesar de ser sacerdote, Vivaldi dedicou a sua existência à música, relegando para segundo plano as obrigações pastorais. Deixou-nos em herança uma vasta obra, onde se contam mais de 550 concertos.
Vivaldi nasceu em Veneza, em 1678, e foi imediatamente baptizado pela parteira, visto terem-no julgado em perigo de vida. Não se sabe se tal juízo se devesse ao terramoto que naquele dia abalou a cidade, se à frágil compleição da criança. A Veneza do final de Seiscentos era um florescente centro musical. O seu pai era violinista na orquestra da Basílica de São Marcos e Antonio ficou, a partir dessa altura, mergulhado no mundo da música. Mal tinha ainda podido demonstrar interesse por esta arte e logo o pai se empenhou na sua educação, dando-lhe lições de violino e de cravo.
Músico e eclesiástico Em rapaz, Vivaldi continuou os seus estudos musicais, mas as modestas condições económicas da família levaram-no a entrar para o seminário. Devido à sua saúde precária (era, provavelmente, asmático), foi-lhe concedido que estudasse perto da casa paterna: isto permitiu-lhe prosseguir a sua educação musical. Foi ordenado sacerdote em 1703.
Um trabalho para a vida Até ao final da vida, Vivaldi procurou dedicar-se completamente à música. Mal conseguiu merecer alguma atenção do público, foi logo apelidado de “o padre vermelho [it. rosso]”, devido à cor do seu cabelo. Em 1703, obteve o seu primeiro emprego: professor de violino no Conservatorio della Pietà, onde se manteve até 1740. Esta era uma das quatro instituições venezianas onde se dava assistência a meninas órfãs, filhas ilegítimas e doentes. No Conservatório, exclusivamente feminino, era famosa a actividade musical das “putte”: raparigas que em todos os dias festivos tocavam e cantavam, escondidas do público por uma espessa grade. Foi ali que Vivaldi cimentou a fama de compositor e atingiu o êxito. A publicação das suas numerosas partituras, incluindo a obra mais famosa, As Quatro Estações, fez dele um homem rico e vaidoso.
A mulher mais importante da sua vida foi uma cantora, Anna Giraud. Não se sabe como se conheceram, mas em 1724 ela mudou-se para casa do músico como governanta, ficando junto dele para toda a vida.
Um homem com muitas capacidades Vivaldi foi muito prolífico: escreveu quase 50 óperas. Gabou-se de ser mais rápido a compor um concerto do que o seu copista a transcrever-lhe as partes. A sua popularidade em Veneza começou a diminuir por volta de 1738. As obras do músico deixaram de ser tão acolhidas pelo público e Vivaldi decidiu mudar-se para Viena. Quando o Imperador Carlos VI, seu mecenas, morreu, Vivaldi encontrou-se sem financiador. Morreu pobre, um ano depois.
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